16 setembro, 2008

Desde cedo...


Na sexta feira, sem marido nem documento, fomos dormir na casa de uma amiga. Sábado de manhã ela distraía a nenê enquanto eu tomava banho, quando ouvi a seguinte conversa sobre uma propaganda no Discovery Kids:

"Ó Maria Clara, tão querendo te vender aspirador de pó pra você virar Amélia. Vai aprendendo que o que você precisa é de f-a-x-i-n-e-i-r-a!"

"!"


Syl, adorei a dica! Faltou dar a opção do marido rico ou da carreira bem sucedida!! Mas vamos esperar ela completar dois anos...

11 setembro, 2008

Quando 3 não é demais...

Marido em Curitiba a trabalho, eu descabelada sozinha com a madamezinha em casa.
Ela não dá trabalho, mais que o normal, eu digo, mas vale registrar que eu não nasci pra ser mãe solteira.
Vale registrar mais uma vez, pq eu acho que já falei isso antes aqui, que eu admiro muuuuuito quem consegue dar conta do babado todo sozinha!!

06 setembro, 2008

Eu fui

Fui ver Bossa 50 na Oca antes de acabar!
Gostei do que vi!
Deu até saudade de um tempo em que eu não vivi...
Como cantavam Vinícius e Toquinho, "lembra que tempo feliz, ai que saudade, Ipanema era só felicidade, era como se o amor doesse em paz..."
Um tempo sem celular, e-mails, respostas imediatas, problemas urgentes e uma falta de criatividade cada vez mais crônica.
Vontade que dá hoje é de mandar tudo pra tonga da mironga do kabuletê!!!

Diálogo do ano

“You’re a lawyer too?” asks a surprised potential client.
“Ma’am,” answers the mosquito, “I was already a bloodsucking parasite. All I needed was a briefcase!”
(Bee Movie)


Me acabei de rir!!

03 setembro, 2008

Manias

Paulistanos amam falar de trânsito, como os ingleses amam falar do clima. Não tem um inglês que passe o dia sem conjecturar a respeito do tempo, se vai nevar, se vai esfriar (mais).Paulistano por sua vez é doidinho pra se gabar das estatísticas do trânsito.Todo paulistano sabe quantos quilômetros tem da sua casa até seu trabalho, em quanto tempo faz nos dias melhores, nos dias piores.E os atalhos??Muito orgulhoso, ainda conta que sabe um caminhozinho especial pra deixar pra trás todos os trouxas que só sabem andar pela via principal.Isso é o que eu chamo de tara coletiva...



*



Enquanto isso, ali na esquina (literalmente) escorregou mais um avião na pista de Congonhas.Eu fico muito feliz da vida de ter sido avisada pelas secretárias do departamento no segundo dia de trabalho que do lado de cá não cai avião, não...Pra ver que não precisa de muito pra me fazer feliz ultimamente.

21 agosto, 2008

Meu "eu" corporativo

Alguns fatos recentes:

- Depois de dois anos de vida autônoma, me rendi novamente ao mundo corporativo e voltei por uma ótim causa pra Santa CLT, que me acolheu em seu berço esplêndido.
- Em contrapartida ao berço e ao esplendor (que nem é tão reluzente assim), eu saio de casa todo dia às sete da manhã pra voltar sete da noite. Nos melhores dias eu saio 7:20 pra chegar 6:30.
- A filhota que já ia com o pai pro berçário meio período, agora fica período integral e volta com ele. A culpa eu acumulo juntamente com uma poupança pra pagar o psicólogo... isso quando eu sequer tiver tempo pra fazer terapia novamente.
- Eu tenho muita fé de que isso vai valer a pena, porque a oportunidade é única.
- Depois de passar as últimas semanas dando pareceres em contratos de três idiomas diferentes, meu cérebro só está apto a assistir programas tão profundos quanto Two and a Half Men - reprise.
- Como blogger, orkut e msn são bloqueados (e todas as versões pra tentar passar a perna nos empregadores também), eu realmente tenho trabalhado muito!

16 agosto, 2008

UM ANO!!


Maria Clara nasceu na lua Nova. Deu seus primeiros sinais de que queria vir ao mundo no dia da Santa que leva seu nome.
Depois apavorou. Deu pra trás, ficou ressabiada com aquela movimentação toda no hospital. E foi se esconder atrás do estômago da mãe.
Lá ficou por horas.
Ensaiava descer. Ensaiava, a cada nova contração na madrugada a sua grande estréia no mundo novo. E voltava a se encolher lá pelas entranhas da mãe.
Foi no raiar do dia dos Pais, após ter rompida a bolsa onde havia passado as últimas 38 semanas e meia, que finalmente aceitou se dirigir à porta de saída.
Nasceu de parto normal, sem dor, nem gritos, nem tensão. Saiu da mesa de parto com a tesoura, que cortara seu último vínculo físico com a mãe, enganchada entre os dedos.
Chorou um pouco, estranhou tudo. E já começou tirando as melhores notas em todos os testes a que a submetiam.
O pai estava lá, constantemente ao seu lado, depois da mãe exausta liberá-lo.
Nasceu com olhos cor de petróleo, numa riqueza sem fim.
Tinha a calma dos que já viveram muito, em suas poucas horas de vida.
Essa semana fez um ano! Parece que foi ontem!

10 agosto, 2008

Dia dos Pais nº 2

Há um ano (na verdade 364 dias), num dia dos Pais muito quente no interior de São Paulo, nascia às 7:26 da manhã uma menininha muito bonitinha, pequenininha de tudo, depois de dar uma boa canseira nos pais dela.
Terça feira ela completa um ano. Essa semana saiu a andar pela casa toda e por todo canto onde se deixe ela no chão. Fala alô no celular, no telefone, no chinelo e em todos os brinquedos que coloca na orelha pra imitar uma ligação... Sai algo como “aiô”. Come arroz com feijão e o que mais tiver no self-service. E deixa a gente louco de orgulho por onde quer que ela vá...
Um ano...
Voou!

05 agosto, 2008

A good Wii-kend

Fim de domingo sem nada pra fazer, fomos buscar umas encomendas (leia-se "peças de jipe") na casa de uns amigos, que nos apresentaram uma nova forma de vício.
Branquinho, pequenininho, ninguém dá nada pra ele...
O Wii (lê-se "uii") é provavelmente o videogame - se é que se pode chamar assim o bichinho - mais divertido que eu já vi. Pra começar cada pessoa tem o seu video-self, seu bonequinho, com o qual você joga e te representa em tela. Pra ficar mais interessante, eu criei o do sr. esposo e vice-versa. Todo mundo concordou que o bonequinho dele ficou tal e qual... merecia uma foto!
Pra quem não jogava nada desde que a galinha ainda atravessava a rua no Atari, o fato de ter que usar um botão só foi uma evolução e tanto, e um consolo pra minha coordenação pouco desenvolvida.
No mais, é próprio movimento do corpo que ele capta e reproduz na tela, no seu bonequinho. Eu sei que tudo isso deve ser óbvio pra muita gente, mas pra mim foi a descoberta da pólvora!!
E assim foi. Jogamos tênis, com os joysticks no lugar das raquetes, mas com a mesma movimentação de mãos do original, depois foi o boliche e finalmente, catarse geral ao enfrentar o pobre marido na porrada no box. Nada pessoal, mas só tinha ele ali, so...
Voltei pra casa leve e feliz, pra acordar na segunda sem conseguir me mexer de dor nos braços e nas costas e sem nem entender por que... era só videogame, não era?

31 julho, 2008

Se eu soubesse aonde compra...


A dona do quarteirão


Todos os dias ela está lá, sentada naquele mesmo quarteirão.
Seus cabelos brancos e sulcos no rosto denunciam os tantos anos já vividos. E ainda assim, todos os dias ela está lá.
Ninguém sabe bem como ou quando começou, mas a senhora está sempre ali, prostrada entre canteiros de flores, beirais de muros, e ali conversa com o mundo. Sim, com o mundo. As paredes, as motos, as pessoas que passam. Ninguém que ela de fato conheça.
Muito tempo se passou em que eu observava o triste ballet, até que a visse mais de perto e entendesse que ela passava os dias a controlar o tráfego que passa por ela. Mandando carros irem, virem, pararem, até que o sol se ponha e com ele, ela também se recolha para retornar à sua função no dia seguinte.
Com roupas sóbrias, mas nunca puídas, imagino que ela tenha uma casa, talvez até uma família que vai para casa almoçar e jantar. Que tem noção ainda da ordem das coisas.
Criei certa fascinação pela senhorinha, vendo nela um pouco de cada um de nós. Imaginando quem seria ela, que vida teria tido, e como chegou ali, a controlar quixotescamente seus próprios moinhos.
Ela se veste de acordo com o clima, demonstrando ainda alguma razão com o mundo. Fala com alguma eloqüência, demonstrando também algum estudo. Que voltas do mundo a levaram até ali, e quantos moinhos ainda enfrentará até que nem os moinhos enxergue mais?

24 julho, 2008

Dia de luz, festa de sol...


E um carrinho a deslizar (um pouco encalhado) no macio azul do mar..