24 janeiro, 2009

Long time no see...

Nenhum motivo específico que não completa falta de vontade e tempo pra escrever.
A filha linda cresce e toma espaço.
Está começando a formar frases e a responder a perguntas. A mais recorrente é o "Óiaqui, mamãe!", que quase fez com que ela perdesse uma das bochechas com a mordida que eu quis dar.

Também rolam uns diálogos:
"Maria Clara, pára com essa bagunça"
(... me ignorando completamente...)
"Você quer ir pro castigo?"
"Naum"
"..." (como não rir??)

Sim, o não dela não parece bem um não. Parece mais um miado de gato... assim... naum... dito em profusão!
Fica uma fotinho, pra alegrar o dia:

04 janeiro, 2009

De anos velhos, parte I

Um breve desaparecimento à procura de um pouco de inner peace... e também de outter peace, saídos de São Paulo para o Reino Muito Muito Distante onde passamos os últimos dias.
Alguns feitos notáveis da semana de feriados:
- Consegui ler um livro inteiro! Comprei em paperback, e em inglês por razões que só a falta de dinheiro pós-festas poderia explicar, mas consegui acabá-lo em coisa de 5 dias... com filha, e parentes e comemorações de fim de ano, o que denota os obstáculos e a comemoração. É claro que alguém por aí, incluindo minha própria mãe, deve estar me achando um pouco mais anti-social esta temporada, mas... feito registrado, livro lido!
- Consegui assitir 4 ou 5 filmes entre Natal e Ano Novo. O que, juntando com o resto do ano soma um total de aproximadamente uns 8 filmes. Para uma cinéfila de carteirinha é algo como a seca no Nordeste, ou uma greve de fome de faquires... Grave, muito grave!
Assim começo o ano uma pessoa mais feliz, e com uma lista enorme de filmes e livros a minha espera...

23 dezembro, 2008

Jingle Bells

A filhota já foi faz 3 dias... pela primeira vez, sozinha... eu quase morrendo de saudade, ela nem aí... A primeira de muitas...

Minha mãe me mandou um bolo de aniversário. Ei-lo aqui:



Para os que aqui passarem, desejo a todo os melhores votos de Natal!! Devo desaparecer (novamente) por uns dias, para esfriar a cabeça e bronzear o corpo, o sol colaborando...

E que 2009 seja muuuuito melhor ainda que 2008!!

Sobre a crise...

15 dezembro, 2008

H.S. - A 2ª vez...


Pois eu já estava me acostumando com minha vida de plebéia novamente desde o último episódio...
Eis que sexta larguei marido e filha no play "qualquer coisa" do shopping Morumbi pra resolver umas cosinhas que a filha junto não deixava.
Na vitrine da loja cujas iniciais estampam o título deste post, um bracelete do valor do meu apartamento me causou um sorriso espontâneo, de quem pensa que uma pecinha daquele tamanho podia quitar minhas dívidas da próxima meia década.
E lá estava eu a divagar quando do nada, novamente, surje a perspicaz vendedora perguntando se eu não preferia experimentar alguma das peças. Ok, perspicaz não é bem a palavra certa, pq se assim ela fosse teria percebido que eu j-a-m-a-i-s compraria uma peça de jóia do preço do meu apartamento. Isto me leva a uma das seguintes conclusões... ou todas elas:
1- Eu devo ter cara de quem tem dinheiro, mesmo sem ser loira ou ter chapinha no cabelo;
2- As vendedoras desta dita loja, em vários dos shoppings de alto poder aquisitivo, têm como praxe fisgar clientes do lado de fora, na vitrine;
3- Elas estão desesperadas pra vender, quem quer que seja o cliente;

Eu sei que quem vê cara não vê coração, e muito menos bolso... mas duas vezes, na mesma loja... Coincidência ou predestinação??

02 dezembro, 2008

Lições de solidariedade e cidadania para brasileiros não iniciados




É nos momentos onde as necessidades mais básicas nos faltam que conhecemos o verdadeiro caráter das pessoas.

É por isso que esse povo reconstruiu uma Europa tantas vezes devastada por guerras e pestes.

É por isso que se eu pudesse estava lá prestando ajuda voluntária a um povo que sempre foi extremamente acolhedor em vinte e tantos verões que eu passei nas terras que hoje estão tão devastadas. Não podendo ir, mandei o que tinha em casa e mandarei mais o que puder.
Peço a quem possa que faça o mesmo.

20 novembro, 2008

A vizinhança

Podem chamar de cemitério... eu chamo de "nunca perder a vista da minha janela".

O Bom Samaritano e a saga de Santa Catarina

Como para bom entendedor meio título codificado basta, minha última semana foi pra coroar a entrada no meu inferno astral...
Depois de três "viroses" seguidas, uma por semana, sendo a última uma dita roséola, a maldita e interminável febre tinha voltado na última quinta.
Dessa vez não fiquei esperando. Fui direto pro PS de um hospital referência em pediatria (que o meu plano cubra... o que exclui unicamente o alemão, o judeu e o sírio...) pra segurar a bichinha pela primeira vez pra tirar sangue, e mais a urina e chapa do pulmão de sempre (!). O fato do hospital parecer um shoping center e os funcionários serem todos educadíssimos não minimizou o impacto da pediatra com um tato paquidérmico ter nos considerado evadidos do hospital por termos nos negado a fazer a punção de líquor da coluna de uma bebê de 15 meses que não tinha nenhum sintoma de meningite. Com o coração na mão, mas com o aval da pediatra dela, que apoiou minha decisão, fomos pra casa.
Sábado de sol em São Paulo e a bebê queimava como a mencionada estrela. No caráter de "evadidos" na véspera, não nos restou outra opção que não ir para outro hospital onde já havia sido muito bem atendida. Mais cinco horas de PS, xixi no saquinho, resultado inconclusivo, uma nenê que na frente do pediatra parecia ótima (outras mãe entenderão o que eu digo), e fomos para casa com outro diagnóstico de virose, para ter mais uma madrugada a 40 graus.
A estas alturas a cavalaria já havia sido acionada - mãe, irmã, cunhado, disk oração, o papa em pessoa. Só na segunda de manhã, de plantão no consultório da pediatra fomos descobrir que todo mundo havia comido bola para uma senhora infecção urinária. Como ela não fala, e ainda faz xixi na fralda, não tinha como saber que estava ardendo.
A nenê, depois de medicada, se recupera plenamente. A mãe, que nos intervalos hospitalares revisava contratos de 9 digítos que não se importam com o estado de saúde de quem quer que seja, está babando verde, tossindo como louca e aguardando ansiosamente que dia 17 de dezembro chegue como nunca antes.

11 novembro, 2008

Mamushka, nonetheless

Filhota voltou falar mamãe. Não sem um pouco de treinamento de ginasta russa... mas surtiu efeito.
Emendou com "dá" ou "daí". E saí "daí mamãe". E desenbestou a falar. Pena que só ela entende, porque é tããão bonitinho.
Algum dia provavelmente eu vá pedir que ela pare, eu sei...

Sábado fomos pro mato, beira de rio, cachoeira. Ela de vestido amarelo se prostrou na beira d'água e batia com a palma aberta da mão só pra ver a água voar pra todo lado. Aí ficou em pé e entrou no rio até o joelho, o que, considerando toda a estatura dela não deu um palmo inteiro... Só parou pra ver as vacas, dar tchau pros bezerros com os olhos brilhando cada vez que eles mugiam... Era pra ter fotinho acompanhando, mas ficou no celular do marido que está a 600 km daqui. Enquanto isso aproveito o sono abençoado às 9 em ponto pra pôr o blog em dia.


Update: a volta do rio!


O samba do criolo doido ou my so called life


Imaginemos assim, na teoria que a pessoinha aqui essa semana teve que caçar uma empresa que andava perdida lá na, digamos, Inglaterra. O administrador da tal empresa estava, pra nossa conveniência, na Dinamarca, mas o agente responsável por ela ficava numa ilha (leia-se "tax heaven") erma do Caribe, tinha um nome americano, mas falava português fluente.

Tudo isso pra começar a resolver o problema que eu tinha com a tal empresa...

E isso é só mais uma manhã calma na minha vida...

Updates

Então, a vizinha...
Essa deu sossego por um tempo. Pelo menos depois que eu deixei bem claro que o conselho tutelar ia aparecer aqui.
O menino é praticamente maior de idade, mas é incapaz... assim, ela que continue na dela por bastaaaaante tempo.

01 novembro, 2008

Da ignorância alheia

Tenho muito medo do que possa acontecer se Obama ganhar as eleições na próxima semana.
Não por não gostar dele, pelo contrário, mas com a intolerância das hordas ignorantes que não tolerarão ser comandadas por um negro de nome islâmico.
A ignorância me assusta porque ela não aceita argumentos de qualquer espécie...
Assim foi com Gandhi e Martin Luther King.
Espero que esse cara saiba o tamanho da responsabilidade que ele tem nas mãos.
Daqui, nos resta assistir e rezar que carequinhas com idéias ultrapassadas e sujeitos que respondem a três letrinhas iguais fiquem longe dele.