02 dezembro, 2008

Lições de solidariedade e cidadania para brasileiros não iniciados




É nos momentos onde as necessidades mais básicas nos faltam que conhecemos o verdadeiro caráter das pessoas.

É por isso que esse povo reconstruiu uma Europa tantas vezes devastada por guerras e pestes.

É por isso que se eu pudesse estava lá prestando ajuda voluntária a um povo que sempre foi extremamente acolhedor em vinte e tantos verões que eu passei nas terras que hoje estão tão devastadas. Não podendo ir, mandei o que tinha em casa e mandarei mais o que puder.
Peço a quem possa que faça o mesmo.

20 novembro, 2008

A vizinhança

Podem chamar de cemitério... eu chamo de "nunca perder a vista da minha janela".

O Bom Samaritano e a saga de Santa Catarina

Como para bom entendedor meio título codificado basta, minha última semana foi pra coroar a entrada no meu inferno astral...
Depois de três "viroses" seguidas, uma por semana, sendo a última uma dita roséola, a maldita e interminável febre tinha voltado na última quinta.
Dessa vez não fiquei esperando. Fui direto pro PS de um hospital referência em pediatria (que o meu plano cubra... o que exclui unicamente o alemão, o judeu e o sírio...) pra segurar a bichinha pela primeira vez pra tirar sangue, e mais a urina e chapa do pulmão de sempre (!). O fato do hospital parecer um shoping center e os funcionários serem todos educadíssimos não minimizou o impacto da pediatra com um tato paquidérmico ter nos considerado evadidos do hospital por termos nos negado a fazer a punção de líquor da coluna de uma bebê de 15 meses que não tinha nenhum sintoma de meningite. Com o coração na mão, mas com o aval da pediatra dela, que apoiou minha decisão, fomos pra casa.
Sábado de sol em São Paulo e a bebê queimava como a mencionada estrela. No caráter de "evadidos" na véspera, não nos restou outra opção que não ir para outro hospital onde já havia sido muito bem atendida. Mais cinco horas de PS, xixi no saquinho, resultado inconclusivo, uma nenê que na frente do pediatra parecia ótima (outras mãe entenderão o que eu digo), e fomos para casa com outro diagnóstico de virose, para ter mais uma madrugada a 40 graus.
A estas alturas a cavalaria já havia sido acionada - mãe, irmã, cunhado, disk oração, o papa em pessoa. Só na segunda de manhã, de plantão no consultório da pediatra fomos descobrir que todo mundo havia comido bola para uma senhora infecção urinária. Como ela não fala, e ainda faz xixi na fralda, não tinha como saber que estava ardendo.
A nenê, depois de medicada, se recupera plenamente. A mãe, que nos intervalos hospitalares revisava contratos de 9 digítos que não se importam com o estado de saúde de quem quer que seja, está babando verde, tossindo como louca e aguardando ansiosamente que dia 17 de dezembro chegue como nunca antes.

11 novembro, 2008

Mamushka, nonetheless

Filhota voltou falar mamãe. Não sem um pouco de treinamento de ginasta russa... mas surtiu efeito.
Emendou com "dá" ou "daí". E saí "daí mamãe". E desenbestou a falar. Pena que só ela entende, porque é tããão bonitinho.
Algum dia provavelmente eu vá pedir que ela pare, eu sei...

Sábado fomos pro mato, beira de rio, cachoeira. Ela de vestido amarelo se prostrou na beira d'água e batia com a palma aberta da mão só pra ver a água voar pra todo lado. Aí ficou em pé e entrou no rio até o joelho, o que, considerando toda a estatura dela não deu um palmo inteiro... Só parou pra ver as vacas, dar tchau pros bezerros com os olhos brilhando cada vez que eles mugiam... Era pra ter fotinho acompanhando, mas ficou no celular do marido que está a 600 km daqui. Enquanto isso aproveito o sono abençoado às 9 em ponto pra pôr o blog em dia.


Update: a volta do rio!


O samba do criolo doido ou my so called life


Imaginemos assim, na teoria que a pessoinha aqui essa semana teve que caçar uma empresa que andava perdida lá na, digamos, Inglaterra. O administrador da tal empresa estava, pra nossa conveniência, na Dinamarca, mas o agente responsável por ela ficava numa ilha (leia-se "tax heaven") erma do Caribe, tinha um nome americano, mas falava português fluente.

Tudo isso pra começar a resolver o problema que eu tinha com a tal empresa...

E isso é só mais uma manhã calma na minha vida...

Updates

Então, a vizinha...
Essa deu sossego por um tempo. Pelo menos depois que eu deixei bem claro que o conselho tutelar ia aparecer aqui.
O menino é praticamente maior de idade, mas é incapaz... assim, ela que continue na dela por bastaaaaante tempo.

01 novembro, 2008

Da ignorância alheia

Tenho muito medo do que possa acontecer se Obama ganhar as eleições na próxima semana.
Não por não gostar dele, pelo contrário, mas com a intolerância das hordas ignorantes que não tolerarão ser comandadas por um negro de nome islâmico.
A ignorância me assusta porque ela não aceita argumentos de qualquer espécie...
Assim foi com Gandhi e Martin Luther King.
Espero que esse cara saiba o tamanho da responsabilidade que ele tem nas mãos.
Daqui, nos resta assistir e rezar que carequinhas com idéias ultrapassadas e sujeitos que respondem a três letrinhas iguais fiquem longe dele.

26 outubro, 2008

De Warhol e Murphy


Ela agora só fala papá.
Carreguei nove meses, amamentei seis e ela só fala papá. Pra mim e pro pai dela.
Desaforada!!

*

Três dias de febre (dela) e nenhum vestígio da fonte. Ouvidos - ok, garganta - ok, pulmões - ok.
Xixi no saquinho... nem com reza braba.
Os microorganismos que se alojaram no quase micro-corpinho riam da cara das gotinhas homeopáticas e dos "paracetamóis" que enfiamos goela abaixo.
Na falta do meu choro que não vem nem com todo o cansaço de uma noite de PS, o riso histérico, beirando a insanidade, o stress. E depois a letargia, um antialérgico e cama.

*

Agora faz um calor da peste, depois do frio polar, e posso me mudar pro deserto sem choques que não sejam culturais...
A febre dela passou, o antialérgico me fez milagres, mas há pintas pelo corpinho todo que não são catapora e fezes multicolores...
Definitivamente, uma virose com um quê de Andy Warhol...
Oh, please...

17 outubro, 2008

De sumiços e coisas assim...

Muito cansaço, pouco tempo, febrão alto o dia todo (meu, não da nenê, felizmente), trabalho me comendo pelas pernas, uma filha que aprendeu tarde, mas ainda em tempo, a fazer birra pra dormir, casamento da irmã, muito antibiótico pra ficar boa pra festa, a sensação de que a minha vida cada vez menos me pertence...
Até o próximo ciclo...

08 outubro, 2008

Money for nothing...



Enquanto isso, ali na Bovespa meu dinheiro some a olhos vistos.


E uma amiga minha deu uma boa idéia de como lucrar com a crise na bolsa: virar fotógrafo de corretor em crise.Vende um monte nos jornais e notíciarios online do país e exterior.


Como pelo jeito a crise vai demorar pra passar, taí um nicho de mercado!


Vou pensar no caso...

A Farsa Eleitoral

A Farsa Eleitoral - parte 1

Cidadã civilizada que (acho que) sou, fui votar.
Por ter esquecido meu título, levei a carteira de motorista com foto.
Me deixaram entrar, pediram meu nome, tentei entregar a carteira pra comprovar que eu era eu...
''Não precisa''
''...?''
''Pode entrar pra votar''

Fui, votei e voltei pra pegar meu comprovante, com a carteira na mão.

'Tá aqui minha identidade''
''Não, tudo bem, não precisa''
''...??''
''Tá aqui seu comprovante. Obrigada!''
''...???''

A Farsa Eleitoral - parte 2

Minha cunhada foi votar.
Perguntou para um amigo que trabalhava na escola em que ela ia votar onde era a sessão dela.
Numa consulta rápida e sem documentos, indicou pra onde ela tinha que ir.
Numa votação rápida e sem documentos checados, minha cunhada, que é praticamente homônima da minha sogra não fosse um segundo nome, descobriu que tinha votado no lugar da mãe.
Voltou à escola e votou de novo em nome próprio.

Sou só eu que tenho a impressão que esse país não é sério???
Alguém mais?
Por favor?