08 outubro, 2008

A Farsa Eleitoral

A Farsa Eleitoral - parte 1

Cidadã civilizada que (acho que) sou, fui votar.
Por ter esquecido meu título, levei a carteira de motorista com foto.
Me deixaram entrar, pediram meu nome, tentei entregar a carteira pra comprovar que eu era eu...
''Não precisa''
''...?''
''Pode entrar pra votar''

Fui, votei e voltei pra pegar meu comprovante, com a carteira na mão.

'Tá aqui minha identidade''
''Não, tudo bem, não precisa''
''...??''
''Tá aqui seu comprovante. Obrigada!''
''...???''

A Farsa Eleitoral - parte 2

Minha cunhada foi votar.
Perguntou para um amigo que trabalhava na escola em que ela ia votar onde era a sessão dela.
Numa consulta rápida e sem documentos, indicou pra onde ela tinha que ir.
Numa votação rápida e sem documentos checados, minha cunhada, que é praticamente homônima da minha sogra não fosse um segundo nome, descobriu que tinha votado no lugar da mãe.
Voltou à escola e votou de novo em nome próprio.

Sou só eu que tenho a impressão que esse país não é sério???
Alguém mais?
Por favor?

25 setembro, 2008

Novas do front

Eis que no desenrolar da história descobrimos que não é o marido... é o filho deficiente o estopim das brigas matinais!
É ele que ela xinga, e bate e insulta nas últimas duas semanas.
O marido, depois da última crise, saiu de casa.
São vários "filhos da p..." que ela solta todas as manhãs, entre outros palavrões que não vale repetir, o que só mostra que ela é tão ou mais desequilibrada do que eu pensava, já que a mãe é ela mesma!!
Hoje faz dez dias que eu acordo entre palavrões, socos e pontapés.
Índice de 90% na escala do mau-humor!
Ah, se ela soubesse que a vizinha de baixo era advogada, ela contava até dez antes de maltratar esse menino...

16 setembro, 2008

Bohemian Rhapsody



Antes de mais nada, desculpas ao dono da figura acima, pois eu não lembro mais de onde eu tirei para dar os créditos devidos.

Segundo, que eu até deixaria a carta abaixo na porta da dita cuja, mas vai que além de tudo ela é psicopata. Vale o desabafo...



Prezada vizinha,

Desde que mudei para este apartamento não pude deixar de notar os berros incessantes que você troca com seu marido.
Também impossível não notar, ou ouvir, ou mesmo evacuar o apartamento, quando você quebrou metade da sua louça no chão da sua cozinha em meio a um acesso de histeria, principalmente porque compartilhamos o mesmo piso: seu chão é o meu teto, que pareceu querer abrir com os 20 minutos incessantes de louças que se partiam.
Não preciso saber, principalmente com minha TV e rádio ligado a uma altura não recomendada pela OMS, que seu marido tem uma amante ou você acha que ele tem. Que ela trabalha com ele, e que você está doente de tanto vocês brigarem. Sei o nome do seu marido e onde seu filho está, que não está em casa. Nem imagino o que o levaria a sair, apesar de tê-lo ouvido aos prantos pelas madrugadas...
Não preciso saber acima de tudo, às 5:00 da manhã, que você pegou o celular dele enquanto ele dormia para tentar achar o telefone da amante, mas ele acordou no meio da busca e conseqüentemente NÓS fomos arrancados da cama para ouvir de camarote a discussão que se sucedeu onde ele justificava o porquê dela ligar para ele nas horas mais improváveis.
Ainda, não preciso que você ensine para minha filha, que está aprendendo a falar agora, a lista de palavrões que você recita diariamente, em uma altura tão contundente que somente uma banda marcial é capaz de abafar.
Mais, muito mais que isso, não quero, não devo, não tenho obrigação, muito menos vontade de saber que você está discutindo com seu esposo, às 5:30 da manhã como de praxe, nua!! Não porque vocês estariam fazendo algo de caráter libidinoso, a não ser que vocês sejam bastante silenciosos neste departamento, pois a julgar pelo restante do seu dia-a-dia, discrição não é uma palavra que caiba no seu dicionário...
Por favor, poupe-nos de saber tais detalhes sobre a sua vida! É tudo que eu te peço!
Quando nós compramos este imóvel, que não foi barato, e ainda será pago por uns tantos anos, almejávamos paz e harmonia para nossa família, o que você não nos permite ter. Aliás, você não nos permite nem ter sono ultimamente, já que você tem que acordar às 5:30 e, portanto, se acha no direito de acordar o resto do prédio no mesmo horário, desfilando seu salto alto e suas discussões boca-suja.
Eu não ouço mais ninguém, só vocês. Nem o vizinho abaixo, nem os dos lados. Nem eles me ouvem, pois eu já perguntei... e olha que eu tenho uma criança em casa descobrindo o mundo e todos os objetos da casa. Isto só prova que a acústica do prédio funciona... para pessoas que sabem conviver em sociedade.
Assim, eu não tenho mais nada a dizer, mas se você não é feliz, procure sê-lo, para que nós também possamos ter paz, e sono reparador e um convívio doméstico pacífico, sem precisar pedir desculpas às minhas visitas por seus rompantes.
Largue dele, dê pra ele, mate ele, mas por favor, pare de gritar no meio da madrugada!!

Sem mais,

Seus vizinhos!

Desde cedo...


Na sexta feira, sem marido nem documento, fomos dormir na casa de uma amiga. Sábado de manhã ela distraía a nenê enquanto eu tomava banho, quando ouvi a seguinte conversa sobre uma propaganda no Discovery Kids:

"Ó Maria Clara, tão querendo te vender aspirador de pó pra você virar Amélia. Vai aprendendo que o que você precisa é de f-a-x-i-n-e-i-r-a!"

"!"


Syl, adorei a dica! Faltou dar a opção do marido rico ou da carreira bem sucedida!! Mas vamos esperar ela completar dois anos...

11 setembro, 2008

Quando 3 não é demais...

Marido em Curitiba a trabalho, eu descabelada sozinha com a madamezinha em casa.
Ela não dá trabalho, mais que o normal, eu digo, mas vale registrar que eu não nasci pra ser mãe solteira.
Vale registrar mais uma vez, pq eu acho que já falei isso antes aqui, que eu admiro muuuuuito quem consegue dar conta do babado todo sozinha!!

06 setembro, 2008

Eu fui

Fui ver Bossa 50 na Oca antes de acabar!
Gostei do que vi!
Deu até saudade de um tempo em que eu não vivi...
Como cantavam Vinícius e Toquinho, "lembra que tempo feliz, ai que saudade, Ipanema era só felicidade, era como se o amor doesse em paz..."
Um tempo sem celular, e-mails, respostas imediatas, problemas urgentes e uma falta de criatividade cada vez mais crônica.
Vontade que dá hoje é de mandar tudo pra tonga da mironga do kabuletê!!!

Diálogo do ano

“You’re a lawyer too?” asks a surprised potential client.
“Ma’am,” answers the mosquito, “I was already a bloodsucking parasite. All I needed was a briefcase!”
(Bee Movie)


Me acabei de rir!!

03 setembro, 2008

Manias

Paulistanos amam falar de trânsito, como os ingleses amam falar do clima. Não tem um inglês que passe o dia sem conjecturar a respeito do tempo, se vai nevar, se vai esfriar (mais).Paulistano por sua vez é doidinho pra se gabar das estatísticas do trânsito.Todo paulistano sabe quantos quilômetros tem da sua casa até seu trabalho, em quanto tempo faz nos dias melhores, nos dias piores.E os atalhos??Muito orgulhoso, ainda conta que sabe um caminhozinho especial pra deixar pra trás todos os trouxas que só sabem andar pela via principal.Isso é o que eu chamo de tara coletiva...



*



Enquanto isso, ali na esquina (literalmente) escorregou mais um avião na pista de Congonhas.Eu fico muito feliz da vida de ter sido avisada pelas secretárias do departamento no segundo dia de trabalho que do lado de cá não cai avião, não...Pra ver que não precisa de muito pra me fazer feliz ultimamente.

21 agosto, 2008

Meu "eu" corporativo

Alguns fatos recentes:

- Depois de dois anos de vida autônoma, me rendi novamente ao mundo corporativo e voltei por uma ótim causa pra Santa CLT, que me acolheu em seu berço esplêndido.
- Em contrapartida ao berço e ao esplendor (que nem é tão reluzente assim), eu saio de casa todo dia às sete da manhã pra voltar sete da noite. Nos melhores dias eu saio 7:20 pra chegar 6:30.
- A filhota que já ia com o pai pro berçário meio período, agora fica período integral e volta com ele. A culpa eu acumulo juntamente com uma poupança pra pagar o psicólogo... isso quando eu sequer tiver tempo pra fazer terapia novamente.
- Eu tenho muita fé de que isso vai valer a pena, porque a oportunidade é única.
- Depois de passar as últimas semanas dando pareceres em contratos de três idiomas diferentes, meu cérebro só está apto a assistir programas tão profundos quanto Two and a Half Men - reprise.
- Como blogger, orkut e msn são bloqueados (e todas as versões pra tentar passar a perna nos empregadores também), eu realmente tenho trabalhado muito!

16 agosto, 2008

UM ANO!!


Maria Clara nasceu na lua Nova. Deu seus primeiros sinais de que queria vir ao mundo no dia da Santa que leva seu nome.
Depois apavorou. Deu pra trás, ficou ressabiada com aquela movimentação toda no hospital. E foi se esconder atrás do estômago da mãe.
Lá ficou por horas.
Ensaiava descer. Ensaiava, a cada nova contração na madrugada a sua grande estréia no mundo novo. E voltava a se encolher lá pelas entranhas da mãe.
Foi no raiar do dia dos Pais, após ter rompida a bolsa onde havia passado as últimas 38 semanas e meia, que finalmente aceitou se dirigir à porta de saída.
Nasceu de parto normal, sem dor, nem gritos, nem tensão. Saiu da mesa de parto com a tesoura, que cortara seu último vínculo físico com a mãe, enganchada entre os dedos.
Chorou um pouco, estranhou tudo. E já começou tirando as melhores notas em todos os testes a que a submetiam.
O pai estava lá, constantemente ao seu lado, depois da mãe exausta liberá-lo.
Nasceu com olhos cor de petróleo, numa riqueza sem fim.
Tinha a calma dos que já viveram muito, em suas poucas horas de vida.
Essa semana fez um ano! Parece que foi ontem!

10 agosto, 2008

Dia dos Pais nº 2

Há um ano (na verdade 364 dias), num dia dos Pais muito quente no interior de São Paulo, nascia às 7:26 da manhã uma menininha muito bonitinha, pequenininha de tudo, depois de dar uma boa canseira nos pais dela.
Terça feira ela completa um ano. Essa semana saiu a andar pela casa toda e por todo canto onde se deixe ela no chão. Fala alô no celular, no telefone, no chinelo e em todos os brinquedos que coloca na orelha pra imitar uma ligação... Sai algo como “aiô”. Come arroz com feijão e o que mais tiver no self-service. E deixa a gente louco de orgulho por onde quer que ela vá...
Um ano...
Voou!

05 agosto, 2008

A good Wii-kend

Fim de domingo sem nada pra fazer, fomos buscar umas encomendas (leia-se "peças de jipe") na casa de uns amigos, que nos apresentaram uma nova forma de vício.
Branquinho, pequenininho, ninguém dá nada pra ele...
O Wii (lê-se "uii") é provavelmente o videogame - se é que se pode chamar assim o bichinho - mais divertido que eu já vi. Pra começar cada pessoa tem o seu video-self, seu bonequinho, com o qual você joga e te representa em tela. Pra ficar mais interessante, eu criei o do sr. esposo e vice-versa. Todo mundo concordou que o bonequinho dele ficou tal e qual... merecia uma foto!
Pra quem não jogava nada desde que a galinha ainda atravessava a rua no Atari, o fato de ter que usar um botão só foi uma evolução e tanto, e um consolo pra minha coordenação pouco desenvolvida.
No mais, é próprio movimento do corpo que ele capta e reproduz na tela, no seu bonequinho. Eu sei que tudo isso deve ser óbvio pra muita gente, mas pra mim foi a descoberta da pólvora!!
E assim foi. Jogamos tênis, com os joysticks no lugar das raquetes, mas com a mesma movimentação de mãos do original, depois foi o boliche e finalmente, catarse geral ao enfrentar o pobre marido na porrada no box. Nada pessoal, mas só tinha ele ali, so...
Voltei pra casa leve e feliz, pra acordar na segunda sem conseguir me mexer de dor nos braços e nas costas e sem nem entender por que... era só videogame, não era?